Eleições no Maranhão: A posição de Roberto Rocha e a tendência da direita num eventual segundo turno

 

Tendência de alta e atração de indecisos: Análise vetorial projeta Roberto Rocha como o divisor de águas nas equações do 2º turno maranhense

O periodo eleitoral no Maranhão ganha contornos complexos à medida que as articulações políticas e os levantamentos de intenção de voto se intensificam. No centro das atenções do eleitorado conservador, o ex-senador Roberto Rocha aposta no afunilamento da disputa em um eventual segundo turno para fortalecer a pauta de direita no estado.

​Apesar dos números ainda tímidos nas pesquisas, Rocha traz para o debate sua bagagem política e oratória afiada em relação aos opositores mais jovens. No entanto, sua trajetória é cercada por questionamentos do Ministério Público Eleitoral, que enxerga sua postulação como um voo independente e marcado por irregularidades registradas na Justiça Eleitoral — obstáculo que põe em dúvida o seu direito de disputar o Palácio dos Leões.

​O bolsonarismo e os nomes da direita nas pesquisas

​Durante seu mandato no Senado, Roberto Rocha destacou-se pela defesa do alinhamento com Jair Bolsonaro. Hoje, ele encabeça a lista de candidatos do campo conservador no Maranhão.

Disputa ao Governo: Roberto Rocha aparece com pontuação oscilando entre 3% a 5% das intenções de voto (segundo levantamentos recentes de institutos como Quaest e Real Time Big Data).

Disputa ao Senado: Nomes ligados à direita, como Lahesio Bonfim, apresentam bom desempenho e aparecem em empate técnico nas primeiras posições para as duas vagas ao Senado, pontuando na faixa dos 10%. Outros quadros do setor, como Simplício Araújo e Cidônio Gonçalves, correm por fora na busca pelo espaço conservador.

Câmara dos Deputados: Candidaturas à Câmara Federal como Dr. Yglésio, Mical Damasceno, Allan Garcês e Aluísio Mendes movimentam as bases bolsonaristas no interior e na capital, buscando garantir bancada representativa.

Polarização borrada: alianças pragmáticas no Maranhão

​As movimentações de bastidores revelam que uma eventual segunda etapa do pleito não será decidida estritamente por polarização ideológica nacional. As duas principais forças do estado misturam correntes da esquerda e da direita:

Eduardo Braide (PSD): Lidera as pesquisas de intenção de voto com 44% a 45%. Embora posicionado no espectro de centro-direita e filiado ao partido de Gilberto Kassab, Braide construiu uma rede de apoios que abrange deputados e lideranças de esquerda no estado, a exemplo de Othelino Neto (presidente estadual do PSB) e Rubens Júnior (deputado federal e vice-líder do governo PT na Câmara).

Orleans Brandão (MDB): Ocupa o segundo lugar nas pesquisas, registrando entre 25% e 32%. Nome do grupo do governador Carlos Brandão, traz o MDB (base de sustentação nacional do PT) e defende o alinhamento com o presidente Lula — muito embora a direção nacional do PT mantenha a indicação oficial do vice-governador Felipe Camarão na disputa majoritária.

​A opinião do blog

O estilo conciliador e a força política de Carlos Brandão

​Ao analisar o panorama atual, fica claro que a disputa maranhense vai além dos rótulos ideológicos. Entre os dois blocos hegemonicos que lideram os levantamentos, o grupo comandado pelo governador Carlos Brandão se destaca pelo perfil historicamente conciliador, estadista e habilidoso na construção de grandes frentes.

​Brandão transita com naturalidade entre diferentes vertentes políticas — do centro à esquerda, dialogando inclusive com quadros moderados da direita. Essa capacidade de aglutinação e diálogo institucional confere ao atual chefe do Executivo estadual uma musculatura política diferenciada, demonstrando que a governabilidade no Maranhão continua a favorecer lideranças capazes de somar forças em vez de alimentar divisões radicais.

Tendência Política: Alianças e Embates num Eventual Segundo Turno

​A movimentação das peças no tabuleiro maranhense projeta um segundo turno de arranjos pragmáticos. Diante das questões jurídicas e numéricas que cercam a candidatura de Roberto Rocha, a tendência é que o ex-senador atue mais como um fator determinante de negociação do que como um postulante com chances reais de ir para o afunilamento final.

​A atual posição de Roberto Rocha e o passe da direita no 2º turno

Registrando entre 3% e 5% nas intenções de voto, Roberto Rocha dificilmente figurará entre os dois finalistas até os ultimos dias que antecedem a eleição, mas se posiciona fortemente como único representante da direita a disputar o governo do Maranhão o que o credencia a se beneficiar com os constantes conflitos entre poderes em Brasilia.

Alinhamento provável com Eduardo Braide: Caso fique fora da disputa final, a tendência natural de Roberto Rocha e de parcelas do eleitorado de direita é migrar para o projeto de Eduardo Braide (PSD). Embora Braide dialogue com a esquerda, sua origem de centro-direita e sua posição de oposição ao grupo palaciano tornam a aproximação mais fluida do que um apoio ao grupo do governador Carlos Brandão.

​Eduardo Braide x Grupo Brandão: O duelo decisivo

O confronto direto: As pesquisas indicam que a decisão ficará entre Eduardo Braide e o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (representado pela candidatura de Orleans Brandão).

A disputa pelo centro e independências: Em um segundo turno, o apelo ideológico estrito tende a perder espaço para a capacidade de articulação local.

Braide buscará capturar o voto anti-incumbência e os orfãos da direita (incluindo o eleitorado de Rocha e Lahesio), ao mesmo tempo em que preserva suas pontes com deputados de esquerda da capital e do interior.

Carlos Brandão, no entanto, jogará com o peso da maquina estadual e seu estilo característico de grande conciliação política.

O fator Carlos Brandão na reta final

Abertura para diálogo: Pelo perfil de construtor de pontes, Carlos Brandão não fechará portas para conversas com nenhum setor, incluindo quadros conservadores e de oposição que ficarem fora do segundo turno.

Consolidação de força: A musculatura política do governador, somada à ampla base de prefeitos no interior, tende a ser o principal contraponto à força eleitoral de Eduardo Braide no eleitorado urbano.

Síntese da dinâmica: Roberto Rocha tende a ser um cabo eleitoral disputado no segundo turno. Já o embate pelo Palácio dos Leões colocará à prova a capacidade de atração do candidato de oposição versus a máquina de aglutinação política operada pelo governador Carlos Brandão.

CASO DOS PRINTS: Mical recebe o apoio das deputadas Daniella, Andreia Rezende e Ana do Gás

POLITICA: As deputadas Daniella (PSB), Andreia Rezende (PSB) e Ana do Gás (PCdoB), além da procuradora da Mulher da Assembleia, Dra. Vivianne (PDT), prestaram solidariedade à Mical Damasceno (PSD), em apartes durante sua fala denunciando o caso dos prints, na sessão plenária desta terça-feira (20).

“A sua dor é a nossa dor, porque me doeu muito ao ter acesso ao teor daquelas mensagens. Cada palavra que eu li, tinha dificuldade de acreditar, de fato, no que eu estava lendo, tamanho o teor ofensivo que tinha naquele conteúdo”, afirmou Daniella, sobre o caso em que Mical teve seu nome vinculado a mensagens de cunho misógino e sexual em prints de conversa entre o blogueiro Victor Landim e, supostamente, o vice-governador Felipe Camarão.

A parlamentar também pediu agilidade e transparência na investigação do ocorrido. “Que isso seja apurado da forma mais rápida possível”.

Ao declarar seu apoio e solidariedade, Andreia Rezende afirmou que quem redigiu o texto deve ser duramente punido.

“Eu sei que a dor é muito grande, porque só de lermos aquelas palavras repugnantes, nós, como mulheres, como mães de família, como irmãs de outras mulheres, filhas de mulheres, temos a reação de sofrer também”, observou Andreia Rezende.

Ana do Gás, entre outros pontos, sugeriu que o vice-governador entregue o telefone para ser periciado. “Se possível, que ele venha até esta Casa, esclarecer, e coloque seu celular à disposição da Justiça para que ela seja feita”, disse.

“É inadmissível a gente comungar e aceitar falas machistas, ofensivas que vão ficar pra sempre”, afirmou a deputada Ana do Gás.

Mical Damasceno agradeceu a solidariedade das companheiras de Parlamento. “A gente sente a verdade, a gente sente o apoio de vocês”, declarou.

CASO DOS PRINTS: Mical exibe imagens de blogueiro e diz que acionará Justiça

POLITICA: Bastante indignada e munida de imagens do circuito interno da Assembleia Legislativa, a deputada Mical Damasceno (PSD) fez o que chamou de “denúncia grave e revoltante”, na sessão plenária desta terça-feira (20), sobre o caso dos prints de conversa de cunho misógino envolvendo o seu nome e que repercutiu na mídia maranhense e nacional.

“Se o senhor vice-governador, Felipe Camarão, não tem nada a temer, que ele entregue o celular para a Justiça, para fazer a perícia técnica. Por que não? O que custa? Rapidamente é esclarecido”, sugeriu ela, sobre uma forma definitiva de esclarecer o caso.

Durante sua fala na tribuna, Mical exibiu imagens registradas do momento em que se pronunciava na sessão do dia 7 de maio, e que teria gerado a conversa no aplicativo Whatsapp entre o blogueiro Victor Landim e, supostamente, o vice-governador.

“Victor Landim estava, sim, na galeria da imprensa da Alema, exatamente no momento do meu pronunciamento aqui, desta tribuna. As imagens mostram sua permanência na sala de imprensa durante todo o tempo em que eu estava aqui na tribuna. Isso reforça, de forma objetiva, a veracidade do que foi narrado por ele, pelo senhor Vitor Landim”, observou.

A deputada destacou ainda que, com a divulgação do print pela mídia, começaram a ser difundidas informações sobre a má reputação do blogueiro. “Eu muito me admiro. Já que esse homem não era de boa reputação, esse jornalista, esse blogueiro, por que ele (Camarão) dialogava com ele (Landim)?”, declarou a parlamentar.

*Apuração*
A parlamentar destacou, ainda, que aguarda a devida apuração do caso. “Eu como mulher pública responsável, eu não faço acusações levianas, eu não posso afirmar aqui categoricamente a autenticidade das mensagens enquanto não houver o resultado da perícia técnica. Mas não posso ignorar o contexto, o teor das mensagens. O silêncio sobre o conteúdo e o esforço concentrado em calar quem as a divulgou”, disse.

Mical afirmou que não ser movida por raiva, mas por indignação e senso de justiça. “Falo como mulher, como representante eleita, como serva de Deus e como vítima de um episódio explícito de violência política contra mulher”.

Ela também destacou medidas que serão tomadas. “Acionarei a Justiça para que os fatos sejam apurados com todo o rigor da lei. Porque quem não deve, não teme. E quem foi ofendido como eu fui tem o direito de buscar reparação e justiça”, afirmou.

A parlamentar recebeu apoio e solidariedade em apartes dos deputados Dra. Vivianne (PDT), Daniella (PSB), Andreia Rezende (PSB), Ana do Gás (PCdoB), Florêncio Neto (PSB), Neto Evangelista (União) e Dr. Yglésio (PRTB).